sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Eu Sou Pó... E Você???



Dentre as muitas lembranças da minha juventude, me recordo dos passeios de bicicleta que costumava fazer nos finais de semana, sempre acompanhado dos amigos mais chegados. Era uma época onde possuíamos o vigor característico da pouca idade, por isso, encarávamos longas distâncias para desfrutar das belas paisagens rurais de nossa região. Lembro que combinávamos o itinerário durante a semana e, assim, esperávamos ansiosos para colocar a nossa pequena aventura em prática logo que aqueles dias de estudo semanal se findavam. Uma das vantagens de se morar longe dos grandes centros é a proximidade com a natureza, isso nos permitia contemplar as obras maravilhosas feitas pelas mãos de Deus, explorando um território bem extenso, sem nos preocuparmos com os perigos de uma metrópole, como o trânsito, a violência, etc...
Num desses dias de pedalada com os amigos, pude guardar em minha mente uma frase bem interessante que estava gravada sobre o portão de entrada de um cemitério, precisamente num distrito de nosso município chamado “Três Irmãos”, e, hoje, com um pouco mais de experiência, posso compreender melhor essa frase, que dizia: “Aqui termina a vaidade.” A sabedoria popular diz que “a morte iguala a todos”, ricos e pobres, brancos e negros, cristãos e ateus... Bem, é evidente que essa expressão “a morte iguala a todos” só pode ser empregada quando está associada a morte física (corpo), pois, em relação a nossa parte espiritual (espírito e alma), não há morte, apenas terminamos uma etapa para entrarmos na eternidade.
Aqui eu lanço uma pergunta... Porque alguém se preocuparia em deixar uma frase sobre aquele portão do cemitério dizendo que ali terminava a vaidade? Por certo, o autor, um simpatizante, enfim, alguém entendia que muitos vaidosos ainda precisavam ser impactados pelo significado daquela frase e gravou-a naquela estrutura. Bem, o que importa é que, aquele que imprimiu aquelas palavras ali, segundo a sua percepção, conseguia enxergar que a vaidade é um veneno que galopa nas veias daquele que permanece cativo ao seu próprio ego, o seu “eu”, ou seja, aquele “vilãozinho” que faz com que o homem olhe para si mesmo e escute ecoar em seu interior palavras como “poder”, “perfeição” e “auto-suficiência”! O vaidoso vislumbra o mundo com olhos carregados de egocentrismo.  
Antes que a vaidade tente arrombar a porta do seu coração, entenda algo para que ela seja banida de uma vez por todas, não somos nada além de “pó”! A Bíblia nos mostra em Gênesis 2.7 que Deus criou o homem, moldando-o do pó da terra e, após isso então, soprou em suas narinas, dando-lhe o fôlego da vida. Em Gênesis 3.19, podemos ler na Palavra de Deus que “somos pó e ao pó voltaremos”. Não podemos ser vaidosos, pois, a essência do que somos e do que conquistamos não está em nós, mas, em Deus! Quem realmente somos sem Ele? Nada, pó! Por Ele e com Ele sim, somos mais do que vencedores! Sei que Deus nos presenteou com nomes abençoados, quando fomos feitos por Ele, como “coroa da criação”, “geração eleita”, “sacerdócio real”, esses são nomes que nos diferem de todas as coisas que foram criadas por Ele. Assimilar que somos “pó” não significa que devemos nos comportar como lixo, resto, fragmento, não é isso que Deus quer que pensemos. O que Ele deseja é que reconheçamos que somos sempre menores e necessitados de Seus cuidados!!!  
A minha oração é, que Deus me proteja de mim mesmo, do meu “eu”, me guardando para que a vaidade jamais me alcance a ponto de me fazer esquecer que sou apenas pó. Que Ele me lembre sempre que, caso eu seja usado para dizer ou fazer algo que gere algum benefício físico ou espiritual para alguém, que eu devo agradecê-Lo e imediatamente transferir toda a Glória à Ele, assim como Jesus agia, todas as vezes que o Pai o tomava como instrumento de bênção. 
Que Deus injete humildade em nossa alma e coração!
Que Deus abençoe a todos!!!

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